Precisa de apoio emocional? Veja onde buscar ajuda em Aracaju | F5 News - Sergipe Atualizado

Janeiro Branco
Precisa de apoio emocional? Veja onde buscar ajuda em Aracaju
Notificação, acolhimento e acompanhamento fazem parte do fluxo de cuidado
Cotidiano | Por F5 News 12/01/2026 07h30 |


A rede municipal de saúde de Aracaju mantém um fluxo contínuo de atendimento para pessoas em sofrimento psíquico agudo, incluindo casos de autolesão e tentativa de suicídio. As ações são coordenadas pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e envolvem desde as Unidades Básicas de Saúde até serviços especializados em atenção psicossocial, urgência e emergência.

O monitoramento e a articulação dos atendimentos são realizados pelo Núcleo de Prevenção de Violência e Acidentes (Nupeva), que atua de forma integrada com a Rede de Atenção Psicossocial (Reaps). O objetivo é garantir acolhimento imediato, acompanhamento adequado e a prevenção de novos episódios, orientando o cuidado de forma contínua.

De acordo com a referência técnica do Nupeva, Lidiane Gonçalves, todos os profissionais da rede municipal são orientados a notificar, de forma imediata, os casos suspeitos ou confirmados de violência autoprovocada. A notificação é registrada no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e tem papel fundamental na organização da assistência. “Ela permite que o caso seja acompanhado pela rede e reduz o risco de reincidência”, explica.

Após o registro, a notificação é encaminhada ao Nupeva, que aciona a Rede de Atenção Psicossocial. O acompanhamento passa a ser direcionado ao Serviço de Atendimento Psicossocial (SAPS), responsável pela triagem e pelo contato com o usuário. A partir dessa avaliação, são definidos os encaminhamentos necessários, que podem incluir acompanhamento ambulatorial, atendimento em Centros de Atenção Psicossocial (Caps) ou outros serviços da rede municipal.

Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan/Viva) apontam que, entre 2020 e 2025, Aracaju registrou 2.234 notificações de violência autoprovocada ou autolesão. Somente no último ano, foram 422 registros. A Secretaria Municipal da Saúde alerta que o número pode ser maior, em razão da subnotificação, e destaca que o mapeamento desses casos auxilia na identificação de áreas e públicos mais vulneráveis.

Segundo o Nupeva, a maioria das notificações envolve mulheres jovens adultas, especialmente na faixa etária de 20 a 29 anos, com maior concentração de casos em bairros como Farolândia, Santa Maria e Santos Dumont. As informações orientam o planejamento de ações preventivas e o fortalecimento dos serviços de saúde mental nessas localidades.

A SMS reforça que a violência autoprovocada está associada a múltiplos fatores, como questões emocionais, sociais, culturais e biológicas, e que a prevenção exige ações integradas e contínuas. Para a população que necessita de apoio, o município disponibiliza o Serviço de Atendimento Psicossocial (SAPS), que oferece escuta qualificada, acolhimento e orientação em saúde mental.

O atendimento do SAPS é gratuito, remoto e realizado por psicólogas e assistentes sociais, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, pelo telefone 0800 729 3534, opção 3. Em situações de emergência, a orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima ou um serviço de urgência.

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