Autismo: nova diretriz traz recomendações para diagnóstico e cuidado | F5 News - Sergipe Atualizado

Saúde
Autismo: nova diretriz traz recomendações para diagnóstico e cuidado
Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil atualiza orientações e alerta sobre terapias sem comprovação científica
Brasil e Mundo | Por Metrópoles 26/10/2025 15h00 |


A Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil (SBNI) publicou uma nova diretriz sobre o diagnóstico e o tratamento do transtorno do espectro autista (TEA).

O documento, publicado em setembro, reúne avanços científicos e novas evidências sobre intervenções e condutas médicas. Seu objetivo é orientar profissionais de saúde, fortalecer práticas com eficácia comprovada e alertar sobre terapias sem respaldo científico.

Entre as abordagens sem evidência estão ozonioterapia, transplante fecal, ômega 3, antiparasitários, dietas restritivas sem indicação médica e suplementação de vitaminas sem deficiência diagnosticada. O uso de canabidiol também segue sem comprovação suficiente para recomendação rotineira em casos de autismo.

Diagnóstico clínico e atenção precoce

O diagnóstico do autismo continua sendo clínico, baseado na observação do comportamento, histórico familiar e entrevistas com pais e cuidadores. A diretriz destaca que sinais podem surgir nos primeiros meses de vida, como falta de contato visual e pouca vocalização, tornando o diagnóstico precoce essencial para o desenvolvimento da criança.

Entre as características mais comuns estão dificuldades de comunicação e interação social, resistência a mudanças e comportamentos repetitivos. O documento reforça que fatores como vulnerabilidade social, estresse familiar e exposição excessiva a telas podem interferir no desenvolvimento, mas não causam autismo.

Avaliação e exames complementares

A diretriz também define critérios para determinar o nível de suporte que cada pessoa com TEA necessita, seguindo as orientações do DSM-5. Esse grau é avaliado conforme o grau de independência nas atividades diárias e deve ser definido apenas após a evolução do quadro.

O exame neurológico passa a ser obrigatório como parte da investigação complementar. Exames genéticos e outros testes devem ser solicitados em casos específicos, como histórico familiar, epilepsia ou alterações congênitas.

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