Menopausa pode causar “ombro congelado”? Médico explica
Alterações hormonais na menopausa aumentam risco de dor e rigidez no ombro; ortopedista explica sinais e tratamento Cotidiano | Por Metrópoles 11/01/2026 16h00 |Dor intensa no ombro e dificuldades para levantar o braço, pentear o cabelo ou até vestir uma blusa têm sido queixas frequentes entre mulheres a partir dos 40 anos. Em muitos casos, esses sintomas surgem durante a menopausa e levantam uma dúvida comum: essa fase da vida pode causar o chamado “ombro congelado”?
Entenda
- A menopausa não causa o “ombro congelado”, mas pode favorecer seu aparecimento.
- Alterações hormonais aumentam o risco de inflamação e rigidez no ombro.
- Dor persistente e dificuldade para levantar o braço não devem ser consideradas normais.
- O problema pode interferir no trabalho, nas tarefas domésticas e no sono.
- Diabetes, distúrbios da tireoide, estresse e noites mal dormidas podem agravar o quadro.
- Diagnóstico precoce e fisioterapia bem orientada ajudam a aliviar a dor e evitar rigidez prolongada.
Segundo o ortopedista Kaleu Costa Nery, a resposta é mais complexa do que um simples sim ou não. A menopausa, por si só, não é a causa direta do “ombro congelado”, mas está associada a mudanças hormonais que podem favorecer o surgimento do problema.
“Nessa fase, o corpo passa por alterações que aumentam o risco de inflamação e rigidez na articulação do ombro, dando a sensação de que ele está travado”, explica o profissional.
Esse quadro, tecnicamente conhecido como capsulite adesiva, tende a aparecer com mais frequência nessa etapa da vida justamente por conta dessas transformações no organismo.
A dor persistente e a limitação de movimento, no entanto, não devem ser encaradas como algo normal, nem mesmo durante a menopausa. “Dor no ombro que não passa e braço que não sobe não são normais”, alerta o especialista.
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