PCC na Faria Lima: morador de Sergipe tem 100 empresas de fachada
Durante mapeamento das ferramentas usadas para ocultar dinheiro do crime, promotores encontraram fundos bilionários em nome de laranjas Cotidiano | Por Metrópoles 30/08/2025 11h09 |Durante o mapeamento do esquema financeiro montado para ocultar bilhões de reais obtidos por meio de fraudes no setor dos combustíveis, os promotores do Ministério Público de São Paulo (MPSP) identificaram mais de 700 empresas em nomes de laranjas que seriam gestoras de fundos de investimento.
Uma única cidade, no interior de Sergipe, Santo Amaro das Brotas, tinha cinco pessoas que trabalhavam em outras atividades, mas tinham fundos bilionários registrados em nome delas. Segundo o promotor João Paulo Gabriel, do grupo especializado no combate ao crime organizado (Gaeco) de Ribeirão Preto, um único homem era proprietário de 100 empresas.
“Estamos falando de uma investigação que fez um levantamento de mais de 700 empresas. Fizemos um pente fino porque a rede é muito grande. Numa pequena cidade de Sergipe, município de 10 mil habitantes, temos cinco pessoas dessa cidade, que têm trabalhos, atividades, inclusive sociais, que são gestoras de empresas com fundos bilionários. Uma delas, inclusive, tem uma centena de empresas no nome”, disse João Paulo Gabriel.
“Então, é um grupo que usa amplamente a constituição de empresas, shell companies, para a blindagem. Então é difícil quantificar. Só com o mapeamento que fizemos nessa vertente levantamos mais de 700 empresas”, acrescentou.
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