Inadimplência entre idosos cresce e economista faz alerta | F5 News - Sergipe Atualizado

Inadimplência entre idosos cresce e economista faz alerta
Cerca de 6 mil sergipanos com mais de 65 anos estão com nome sujo
Economia 14/07/2015 14h00 |


Por Fernanda Araujo

Cerca de seis mil sergipanos com idade igual ou superior aos 65 anos estão com o nome sujo no Serasa, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos (Dieese). O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) avalia que os idosos compõem a faixa etária que mais cresce em inadimplência em Sergipe.

Desde dezembro, o índice tem crescido e o mês de maio chegou ao ápice no Estado, o que não é diferente em todo o país. “Se comparado ao ano passado, esse ano certamente aumentou. Isso é um reflexo do que passa a economia no momento. A gente está passando por um período de inflação alta, o aumento de energia representa até 10% da renda, o que compromete principalmente os itens da cesta básica”, explica a economista da Fecomércio Sudanês Pereira.

Atualmente, cerca de 4 milhões de brasileiros passaram a fazer parte do SPC, entre eles, grande parte na faixa etária de 60 a 65 anos. A especialista avalia que a inflação mais elevada, a alta dos preços dos remédios e dos planos de saúde contribuíram para reduzir a renda do idoso.

“Na maioria das vezes os salários deles são para pagar remédios. Também tem outro fato interessante, essa faixa etária ajuda muito os familiares em casa. Pega crédito consignado para ajudar um filho, um sobrinho, um neto, daí esses acabam ficando desempregados e não conseguem pagar ao idoso, que fica negativo no Serasa”, diz.

Ontem foi determinado pelo Governo Federal aumento de 30% para 35% no crédito consignado para aposentados, pensionistas e servidores públicos justamente para facilitar a regularização das contas no universo dessas pessoas que estão inadimplentes. "Praticamente 60% da renda vai para pagar dívidas e a pessoa deixa de consumir outros produtos, o que prejudica a economia”, avalia Sudanês. No entanto, a economista considera que, durante a fase ruim da economia, as pessoas estão começando a se reeducar financeiramente e negociar a suas dívidas.

Para quem está endividado, a orientação é se comprometer com os pagamentos. “Ao receber seu salário, use parte para pagar as dívidas e o restante para o necessário, como alimentação, água, energia. Procure negociar a dívida e deixe de consumir determinados produtos desnecessários, como trocar a geladeira. Compre dentro do limite da sua renda. Entre escolher qual dívida pagar primeiro, veja as prioridades. Se é manter o filho na escola e depois pagar o cartão de crédito, negocie com a escola e depois com o cartão”, recomenda.

Fique de olho na promoção. “Tem promoção que, na verdade, não é promoção, se for olhar os juros, quanto eles comprometem cada parcela daquela promoção. Tem que prestar atenção se aquele produto comprado parcelado é realmente sem juros ou se ali estão embutidos os juros. É extremamente importante pesquisar várias lojas”, complementa.

Foto: Marcos Santos/USP Imagens

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