Terreiro de candomblé é alvo de vandalismo e furto em Aracaju | F5 News - Sergipe Atualizado

Religião
Terreiro de candomblé é alvo de vandalismo e furto em Aracaju
Integrantes do Ilê Axé Iá Oxum denunciam racismo religioso após invasão que destruiu artigos sagrados e resultou no furto de objetos e instrumentos rituais
Cotidiano | Por F5 News 13/10/2025 14h28 - Atualizado em 13/10/2025 16h31 |


A Casa Ilê Axé Iá Oxum, localizada no Bairro Gameleira, Zona Sul de Aracaju, foi invadida e depredada durante o fim de semana. O caso foi registrado nesta segunda-feira (13) na Polícia Civil, após a denúncia ser feita no domingo (12) através das redes sociais. De acordo com os responsáveis pelo terreiro, artigos religiosos usados nos rituais foram quebrados e diversos objetos furtados, incluindo fogões, geladeira, botijões de gás, instrumentos e máquinas de costura utilizadas na confecção das vestimentas tradicionais.

O egbon da casa, Vanderlan de Ogum, relatou nas redes sociais a dor e a indignação diante do ocorrido. “Nossa casa foi arrombada, vilipendiada e usurpada. Deixaram símbolos religiosos no chão, desrespeitando nossa identidade e autonomia enquanto povo tradicional. Roubaram instrumentos, elementos sagrados e equipamentos usados nas nossas tradições. Estamos consternados com a violência e pedimos união de todos contra esses atos de racismo religioso”, declarou.

Vanderlan também reforçou que o Ilê Axé Iá Oxum continuará firme em sua missão espiritual e cultural, mesmo após o ataque. “Seguiremos resistindo, mas precisamos do apoio de todos. Este é um momento de união, de reconstrução e de reafirmação da nossa fé”, completou.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que, somente em 2025, já foram registrados seis casos de racismo contra templos religiosos em Sergipe. Nos últimos seis anos, o número chega a 17 ocorrências.

Nas redes sociais, os integrantes da casa lançaram uma campanha de apoio com o lema “Axé é reconstrução”, convidando a comunidade a contribuir com a restauração do espaço. “Nosso Ilê Àṣẹ foi alvo de racismo religioso, mas seguimos firmes com fé, união e propósito. Aqueles que desejarem ou puderem contribuir com a reconstrução, o Pix está disponível: ileaxeyaoxum@gmail.com”, diz a publicação.

O caso segue sob investigação pela Polícia Civil.

 

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